Gostaria de saber mais sobre como usar o FGTS
para reforma da casa própria. Está no site da Caixa Econômica Federal que o juiz federal Marcio Antônio Rocha, da 4ªTurma do Tribunal Regional Federal,
aprovou a lei que concede o direito ao saque
do FGTS para reforma da casa própria.


  O sa­que do ­FGTS (Fun­do de Ga­ran­tia por Tem­po de Ser­vi­ço) não é au­to­ri­za­do por lei pa­ra a re­for­ma da ca­sa pró­pria. O que ocor­re é que os tri­bu­nais vêm rei­te­ran­do de­ci­sões a fa­vor des­te pro­ce­di­men­to.
  No ca­so aci­ma ex­pos­to, o ­juiz fe­de­ral não apro­vou ne­nhu­ma lei que per­mi­te o sa­que do ­FGTS pa­ra a re­for­ma da ca­sa pró­pria. ­Juiz não apro­va lei, apro­var lei é com­pe­tên­cia do Po­der Le­gis­la­ti­vo (de­pu­ta­dos, se­na­do­res ou ve­rea­do­res). Juí­zes jul­gam li­tí­gios, e no ca­so do ­juiz aci­ma, es­te jul­gou o pro­ces­so de um ca­sal que re­que­ria a li­be­ra­ção do ­FGTS pa­ra a qui­ta­ção de um fi­nan­cia­men­to fei­to na Cai­xa Eco­nô­mi­ca Fe­de­ral (CEF) pa­ra rea­li­zar uma re­for­ma re­si­den­cial; em úl­ti­ma de­ci­são foi ne­ga­do re­cur­so do ban­co e per­mi­ti­do o sa­que do ­FGTS pa­ra a qui­ta­ção da dí­vi­da.
  O Su­pe­rior Tri­bu­nal de Jus­ti­ça já de­ci­diu com o mes­mo en­ten­di­men­to, ne­gan­do um re­cur­so da Cai­xa Eco­nô­mi­ca Fe­de­ral, que pre­ten­dia mo­di­fi­car uma de­ci­são do Tri­bu­nal Re­gio­nal Fe­de­ral da 5ªRe­gião, no Re­ci­fe, que já ti­nha se ma­ni­fes­ta­do a fa­vor de um mu­tuá­rio que ha­via com­pra­do ma­te­rial de cons­tru­ção e de­via ao ban­co.
  O go­ver­no pre­ten­de au­to­ri­zar o sa­que de par­te do ­FGTS pa­ra re­for­ma ou am­plia­ção de imó­veis re­si­den­ciais. Exis­te um pro­je­to pa­ra que os tra­ba­lha­do­res in­te­res­sa­dos pos­sam re­ti­rar até 20% do sal­do de ­suas con­tas no ­FGTS pa­ra a re­for­ma de imó­vel pró­prio. Mas os sa­ques de­ve­rão so­frer as mes­mas li­mi­ta­ções im­pos­tas a ­quem re­ti­ra o ­FGTS pa­ra com­pra de sua mo­ra­dia.
  É im­por­tan­te sa­lien­tar que as rei­te­ra­das de­ci­sões são pa­ra o sa­que do ­FGTS pa­ra a qui­ta­ção de dí­vi­das com­pro­va­da­men­te fei­tas pa­ra a re­for­ma da ca­sa pró­pria jun­to a CEF. ­Quem pos­sui es­te pro­ble­ma de­ver pro­cu­rar seu ad­vo­ga­do de con­fian­ça pa­ra que es­te le­ve o ca­so ao cri­vo do Po­der Ju­di­ciá­rio.

  ­João Fe­li­pe Bar­ros de Al­bu­quer­que, ad­vo­ga­do

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