Setor vive período de poucas inovações
Sérgio Campinha é projetista mecânico industrial em Londrina há 20 anos e conta que a abertura econômica do governo Collor proporcionou um salto tecnológico na computação gráfica. Cita como exemplo os avanços em projetos de automóveis e a animação Cassiopéia, de 1996, feita no Brasil e marcada por ser a primeira 100% digital.
Porém, Campinha não considera o atual período como de grandes inovações. Os programas e equipamentos que chegam ao Brasil trazem modificações nas ferramentas, mas são os mesmos, com raras exceções. ''A época é de indústrias de transformação, não de criação'', afirma. Como causas, aponta o pouco incentivo governamental e a estagnação econômica atual.
Porém, como essa situação se estende a outros setores, esta pode ser uma oportunidade na área de design gráfico, de acordo com a coordenadora do curso da UEL, Cristiane Verbetto. ''Há a valorização do setor nos grandes centros, pois perceberam que se a tecnologia é semelhante, o design pode ser o diferencial'', aposta. (F.G.)





