Setor quer mais conscientização da comunidade
O próximo curso a ser promovido na Cooper Região deve ensinar os catadores a "vender" o produto de seu trabalho. Segundo a diretora financeira da cooperativa, Verônica Cardoso da Costa Souza, o objetivo é fazer um trabalho de porta a porta para levar mais conscientização à comunidade sobre o que pode ser reciclado ou não. Hoje, cerca de 10% do material recolhido pelos cooperados é rejeito. A situação, contudo, já foi pior. Em 2000, quando o grupo iniciou os trabalhos na cidade, ainda sem a denominação de cooperativa, o rejeito representava 60% do material coletado.
Além do tempo perdido com a separação destes resíduos inadequados, há o risco de acidentes. Somente no último semestre, oito colaboradores da Cooper Região precisaram ser afastados por conta de cortes em materiais que não deveriam estar despejados ali. "As pessoas ainda jogam cacos de vidro no meio do material reciclável. É uma questão cultural", observa Verônica.
Ela relata que as maiores dúvidas da comunidade sobre como fazer o descarte correto de resíduos é em relação a novas embalagens. Para a cooperada, o ideal é que o investimento em educação ambiental fosse permanente por parte do poder público. "Deveria ocorrer independentemente de mudança de governo. A visão pelo meio ambiente tem que ser a mesma, não pode ter descontinuidade", pontua.(A.L.)





