Setor prepara crescimento de 60%
Foto de Izaías Medeiros/Especial para a FolhaMuniz: Mato Grosso do Sul tem aptidãoPara crescer os 60% projetados, a avicultura sul-matogrossense vai investir R$ 43 milhões. Deste volume, R$ 32 milhões serão aplicados em adequação tecnológica dos frigoríficos, e R$ 11 milhões na sustentação das parcerias na construção de novos aviários, segundo Paulo Muniz. Todos os recursos virão do FCO e do BNDES.
Segundo a presidente do Sindicato das Indústrias de Aves, Suínos e Derivados de Mato Grosso do Sul, Sandra Cristina Carrara, a modernização vai fazer saltar a produção de 60 milhões de aves abatidas anualmente pelo conjunto dos frigoríficos, para 97 milhões já no ano que vem.
O incremento proporcionará criação de 4.500 novos empregos no sistema em MS, e aumento para 35% da utilização da produção estadual de milho - hoje em 20% - e 7% do total de soja produzida. Os investimentos previstos, em equipamentos e modernização do setor, envolvem todos os setores industriais, integração produtor-empresa - além daqueles que se utilizam da produção do segmento com fretes, comercialização e outros.
O crescimento, segundo Sandra Carrara, está relacionado a este melhor aproveitamento da produção agrícola - mas também na necessidade de diversificação da propriedade rural. A produção atual de aves do Estado não ultrapassa a 3% da produção brasileira, o que indica o potencial do Estado para os próximos anos.
A dirigente concorda, no entanto, que ainda faltam algumas alavancas para a avicultura de MS - a deficiência de infra-estrutura acaba causando elevação dos custos de produção. O Estado está a mil quilômetros dos outros centros, consome apenas 20% do que produz na avicultura. Então, como manda 80% para fora, para outros estados ou para a exportação, acaba penalizado com um custo de frete maior, afirma.
Apesar disso, o Mato Grosso do Sul, com 2 milhões de habitantes, tem aptidão e todas as qualidades, indica Muniz, para se transformar em pólo produtor de carne branca e vermelha no Brasil. Temos clima, solo, auto-suficiência em milho e soja, propriedades com condições de criar aves, o Estado é bem situado em termos de mercados, e pode-se ir para o Mercosul por hidrovia, ferrovia e rodovia, acrescenta.
Além disso, desenvolvemos aqui uma parceria com sucesso com o governo do Estado, o governo federal, produtores, instituições técnicas e financeiras, prefeituras, diz Sandra. Segundo a presidente do sindicato, estes fatores favoráveis estão posicionando MS na dianteira: das cinco empresas instaladas no Estado, três são as maiores do País - Ceval em Sidrolândia, Avipal em Dourados; e Frangosul em Caarapó.





