Apenas 30 farmácias atendiam a então população londrinense quando o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Londrina (Sinfarlon) começou a atuar, em 5 de setembro de 1957. Hoje o Sinfarlon representa 200 farmácias e 1.200 funcionários em Londrina, Cambé e Ibiporã. Só em Londrina, são 175 estabelecimentos farmacêuticos, sendo cerca de 15 só de manipulação e 850 empregados. Nas 43 cidades do Norte do Estado representadas pelo Sindicato há cerca de 500 farmácias. Isso sem contar as farmácias de homeopatia. Em Londrina, a estimativa do Sinfarlon é que existam 10 dessas farmácias.
O primeiro sindicato do setor instalado no interior do Paraná, segundo o presidente do Sinfarlon, Jefferson Proença Testa, precisou de anos de luta para ter a implantação autorizada. Testa compara a dificuldade de se formar um sindicato na época à de criar um banco. ‘‘Era muito difícil conseguir a carta patente do governo federal autorizando o funcionamento de um sindicato. Existia muita força política contrária’’, diz. O Sinfarlon teve a assinatura do ministro do Trabalho, Arnaldo Sussekind, durante o governo Juscelino Kubitschek.
Pioneiro no Estado, o Sinfarlon conseguiu inovar novamente em 1989 com a criação da lei de zoneamento de farmácias. A lei, que perdurou apenas por cinco anos, inspirou projetos semelhantes, segundo Testa, em São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e Porto Alegre. A lei previa a melhor distribuição dos estabelecimentos farmacêuticos na Cidade.
Na época, segundo Testa, havia grande concentração de farmácias no Centro e escassez em bairros mais carentes da periferia. ‘‘Tivemos casos de abrir uma farmácia do lado de outra, sem benefício nem para o dono nem para a população’’, diz. A orientação do Sinfarlon era para que as farmácias se instalassem 500 metros umas das outras. ‘‘Com 350 metros de distância a gente batia o martelo’’, afirma Testa.
Há 26 anos trabalhando em farmácias e 19 como proprietário, Testa afirma que o setor passa pela sua segunda pior crise financeira, que começou com a chegada do Plano Real, em 1994. ‘‘Há uma diminuição do poder econômico da classe média. Em compensação, o assalariado, que só usava os remédios distribuídos nos postos de saúde é quem compra nas farmácias. Isso é observado melhor por quem tem farmácia na periferia’’, diz. A crise mais grave, segundo ele, foi no início do governo Fernando Collor de Melo, e teve duração média de seis meses.
No seu quarto mandato, Testa é o oitavo presidente do Sinfarlon nesses 40 anos. Na festa de confraternização do setor foram homenageados os 30 fundadores do Sindicato. Segundo Testa, 22 deles continuam vivos. O mais velho deles é Luiz Francisconi, hoje com 90 anos.

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