Londrina

Dorico da SilvaMelhoriasMarta dos Santos: ‘Cada comunidade conhece seus problemas e pode acionar o serviço com agilidade’O Departamento de Informações em Saúde, que reúne a Vigilância Sanitária e a Vigilância Epidemiológica, vai descentralizar parte de suas ações. A meta é centralizar nas unidades básicas de saúde (postos de saúde) todas as informações sobre a região de abrangência do posto. A chefe do departamento, Marta Teresa Novais dos Santos, explica que a decisão foi aprovada durante o 5º Congresso Municipal da Saúde, e vai permitir maior agilidade e otimização do serviço.
O levantamento das informações (perfil da área) e o poder de acionar o Departamento vão ser delegados ao conselho local de saúde - formado por representantes da comunidade organizada e da unidade básica de saúde - e à unidade básica. ‘‘Cada comunidade conhece melhor os seus problemas e pode acionar o Departamento com mais agilidade’’, afirma Marta Teresa dos Santos.
Ela acredita que a comunidade de cada região tem acesso mais rápido e fiel a informações como situação sanitária, comércio, número de trabalhadores nas empresas e qualidade de vida nos bairros. A descentralização de algumas ações do Departamento, acrescenta, vem de encontro à nova política de saúde do município. ‘‘Um município saudável só pode ser conquistado promovendo a saúde com a participação da comunidade’’, enfatiza.
Marta Teresa dos Santos não acredita que o repasse das ações do Departamento sobrecarregue os postos de saúde. Ela argumenta que vários trabalhos vão ser realizados para conscientizar a população da importância de promover a saúde. ‘‘O perfil do serviço oferecido pelos postos vai mudar e os funcionários precisam estar prontos para quando os postos de saúde passarem a ser efetivamente promotores de saúde e não apenas centros de consulta médica’’, defende.
Nos próximos meses, os técnicos do Departamento vão estar fazendo reuniões e palestras para os funcionários dos postos para montar juntos o sistema de trabalho. ‘‘Vamos definir juntos como e quem vai estar atuando dentro dos postos de saúde’’, diz. Na medida da necessidade, acrescenta, os técnicos vão realizar palestras para as comunidades dos bairros.
A descentralização resolve também uma das principais dificuldades do Departamento. Vigilância Sanitária e Vigilância Epidemiológica têm 67 funcionários - número insuficiente para atender a demanda da cidade. Entre outros serviços, o Departamento é responsável pelas vistorias em estabelecimentos para liberação de alvará de funcionamento; controle de receituário (venda de medicamentos de tarja preta) e da venda de cola de sapateiro.
Este ano o Departamento já encaminhou 321 processos de pedidos e alvará de funcionamento; concedeu 815 autorizações de venda de cola de sapateiro e mantém os balancetes das vendas sob controle; atendeu a 356 casos de animais agressivos colocando-os em observação; recebeu 117 reclamações variadas e fez 1.416 vistorias em estabelecimentos.
A Vigilância Sanitária e a Vigilância Epidemiológica eram departamentos estaduais. A municipalização começou em 93. ‘‘Com a cultura atual podemos colocar mais 200 funcionários trabalhando que mesmo assim ainda não conseguiremos atender a demanda’’, afirma Marta Teresa dos Santos. ‘‘A solução está em uma política que promova a saúde através da conscientização da comunidade e do trabalho preventivo.’’

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