A implantação de um setor especializado no atendimento a queimados, com seis leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em um hospital de Londrina, exigirá um investimento de R$ 2,5 milhões só para a montagem da estrutura. A manutenção mensal custará em torno de R$ 120 mil dos quais R$ 30 mil seriam gastos em materiais e medicamentos e R$ 93 mil em recursos humanos.
Os números foram apontados no estudo final sobre a viabilidade da cidade dispor de uma área especializada no atendimento a pacientes vítimas de queimaduras, desenvolvido nos últimos dois meses por uma comissão técnica formada por profissionais da 17 Regional de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde e de hospital da cidade. O resultado do estudo será apresentado oficialmente hoje, numa reunião a partir das 14h30, na Câmara de Vereadores.
Segundo o chefe da Regional, Gilberto Martin, o estudo visou apontar o que seria necessário para a implantação da ala, e não o hospital poderia sediar o serviço. ''Os custos deste setor de queimados seriam algo além do teto de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) destinados a Londrina'', explicou ontem Martin. O projeto será levado ao Conselho Municipal de Saúde e, em seguida, ao Conselho Estadual, para só então ser encaminhado ao Ministério da Saúde.
''A implantação é importante para o Estado. A única unidade de atendimento, em Curitiba, não consegue atender a demanda'', comentou o vereador Tercílio Turini (PSDB), que participou da discussão.

mockup