Seti quer elevar o IDH no Estado
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) lançou, ontem, o programa Universidade Sem Fronteiras, para Londrina e região. O objetivo é colocar em prática os conhecimentos teóricos obtidos nas instituições públicas e elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das regiões carentes do Paraná como, por exemplo, o Vale do Ribeira e bolsões de pobreza das maiores cidades.
O Programa investirá R$ 10 milhões, em 160 projetos, até outubro de 2008. As atividades serão desenvolvidas por graduandos, professores e recém-formados nas áreas de licenciaturas, direitos sociais, agricultura familiar e pecuária leiteira. A região de Londrina será alvo de 21 projetos, sendo 11 coordenados pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e 10 pelo Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR). ''Os alunos ganharão experiência profissional e a sociedade, melhoria na qualidade de vida'', argumentou o vice-reitor da UEL, Cesar Caggiano Santos.
A inclusão de recém-formados (máximo três anos de conclusão do curso) e a distância geográfica são as principais diferenças entre o Programa e projetos de extensão comumente realizados pelas universidades em suas regiões. Segundo Edemir Maciel, coordenador de relacões institucionais da Seti, o Universidade Sem Fronteiras utilizará quase dois mil agentes, em 116 municípios, durante 12 meses, com possibilidade de renovação de contrato. ''Ao todo, cerca de cinco mil pessoas estarão envolvidas nos projetos. A intenção é que a sociedade valorize a iniciativa e mantenha o Programa nas gestões futuras'', acrescentou.
A verba destinada pela Seti e Fundo Paraná será dividida em custeio/capital e bolsas de incentivo (R$ 350,00 para graduandos; R$ 940,00 para recém-formados e R$ 484,00 para professores). A substituição ou inclusão de novos projetos dependerá do orçamento estadual para 2008 e a candidatura de recém-formados à divulgação do novo edital, ainda com data indefinida. ''Antes é preciso avaliar o resultado dos projetos em andamento e quais serão renovados'', explicou Maciel.
Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas nos sites: www. seti.org.br ou www.uel.br/proex.


