A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) homologou anteontem os cursos de Engenharia de Alimentos e Engenharia Florestal para a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava. O curso de Engenharia Florestal vai funcionar no campus de Irati.
O ato de homologação aconteceu na Unicentro, com a presença do secretário em exercício da SETI, Marcos de Lacerda Pessoa; o prefeito Vitor Hugo Burko (PSDB), o deputado estadual Cesar Silvestri (PTB) e o reitor Carlos Alberto Gomes, outras autoridades.
Além dos dois novos cursos, a instituição passa a oferecer, a partir do vestibular de 98, o de Educação Física que já estava confirmado para o campus de Irati. As inscrições serão abertas no mês que vem.
Segundo o reitor, o curso de Engenharia de Alimentos atende a vocação agropecuária da região. ‘‘Assim estará se abrindo o caminho para a industrialização do Centro-Oeste paranaense’’, afirmou.
Ele também ressaltou que o curso será o ponto de partida para transformar o campus de Irati num centro de excelência na área ambiental. ‘‘A região contempla a maior reserva florestal do Estado’’, explicou.
O secretário em exercício da SETI participou também de reunião com a direção da Unicentro para discutir as prioridades da instituição no ano que vem. Ele anunciou a instalação da rede de telemática na Unicentro. A partir da semana que vem a universidade estará interligada, através de uma antena, com outras instituições de ensino superior.
Lacerda Pessoa disse ainda que a criação do curso de Fisioterapia, que é uma reivindicação da comunidade universitária, pode vir a ser criado na Unicentro. ‘‘Se houver demanda nós apoiaremos. Mas a demanda tem que ser clara e vir da comunidade’’, esclareceu.
Fisioterapia também é reivindicado pela comunidade de Irati, que acredita ser mais viável a instalação do curso no campus da localidade, devido a disponibilidade de equipamentos instalados para o curso de Educação Física. Sobre a implantação de extensões da Unicentro em Laranjeiras do Sul, Pitanga e Prudentópolis, o secretário em exercício afirmou que o principal problema são as contratações. ‘‘Não é possível criar extensões que vão exigir novas contratações. Seria mais interessante a expansão da Unicentro aqui mesmo, como por exemplo na Escola Agrotécnica Federal’’, afirmou.
AgrotécnicaAs obras para a construção da Escola Agrotécnica começaram há dois anos e foram paralisadas na fase de acabamento. A área tem 50 alqueires e nela já foram construídos ginásio de esportes, restaurante, teatro, salas de aula, laboratórios, aviários, abatedouro e algumas casas. A Unicentro reivindica as instalações porque no atual prédio da instituição não há mais espaço físico para a instalação de novos cursos. A manutenção da Agrotécnica custaria cerca de R$ 1 milhão por ano ao governo federal.
A Comissão de Assuntos Relevantes da Câmara de Vereadores de Guarapuava fez vários contatos com o governo do Estado, solicitando interferência junto ao governo federal em favor da Unicentro. Até agora nenhuma decisão concreta foi tomada e a escola continua sem função.

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