Setembro Lilás 2026 começa em Londrina neste domingo (30), com uma manhã de atividades gratuitas no Aterro do Lago Igapó (zona sul). Promovida pelo Instituto Não Me Esqueças, a campanha traz neste ano o tema “Alzheimer: o diagnóstico importa” e destaca a importância de reconhecer sinais de alerta e buscar diagnóstico nos estágios iniciais.

Segundo o último Relatório Nacional sobre a Demência (ReNaDe), cerca de 2,5 milhões de brasileiros viviam com a condição em 2019, número que tende a crescer com o envelhecimento da população e ultrapassar 5 milhões de casos até 2050. A campanha é uma oportunidade para aprender a reconhecer alterações que não devem ser interpretadas como parte natural do envelhecimento.

Alterações persistentes

A perda de memória é um dos sinais mais conhecidos, mas não é o único e, em alguns casos, nem aparece primeiro.

Dificuldades em tarefas habituais, orientação, conversa, resolução de problemas ou tomada de decisões também merecem atenção.

Mudanças de humor, comportamento e personalidade podem surgir antes dos desafios com a memória.

Um sinal isolado não significa que a pessoa tenha Alzheimer ou outra demência, mas alterações persistentes que interferem na rotina e na autonomia precisam ser investigadas.

Diagnóstico nos estágios iniciais

O diagnóstico nos estágios iniciais amplia as possibilidades de cuidado, permite avaliar os tratamentos indicados para cada pessoa e iniciar mais cedo estratégias de reabilitação, incluindo terapias não farmacológicas, que ajudam a preservar funcionalidade, autonomia e qualidade de vida por mais tempo.

Já existem tratamentos destinados a pessoas em fases iniciais da doença de Alzheimer capazes de interferir em sua progressão. Saber o que está acontecendo também permite que a própria pessoa participe das decisões sobre o futuro e manifeste como deseja ser cuidada.

Redução de riscos

Embora a idade seja o principal fator de risco, a demência não é uma consequência inevitável do envelhecimento. Um estudo publicado em 2025 estimou que, no Brasil, 59,5% dos casos de demência estão associados a 14 fatores de risco potencialmente modificáveis.

Entre os fatores potencialmente modificáveis estão baixa escolaridade, hipertensão, diabetes, perda auditiva e visual, sedentarismo, tabagismo, isolamento social e depressão. A recomendação é agir sobre esses riscos ao longo da vida, com atenção à saúde cardiovascular e metabólica, atividade física, alimentação saudável, convívio social, estímulo cognitivo e cuidados com audição e visão.

Imagem ilustrativa da imagem Setembro Lilás: campanha sobre Alzheimer em Londrina começa no domingo
| Foto: Cristiano Nakajima

Programação de domingo

A abertura da campanha, no dia 30 de agosto (domingo) começa às 7h30, com um aulão de yoga no Aterro do Lago Igapó. A programação segue com brincadeiras, gincanas, apresentações culturais e orientação sobre saúde do cérebro.

O público também poderá aferir pressão arterial e glicemia e realizar rastreio cognitivo, uma avaliação breve de funções como memória, atenção, linguagem e orientação.

Palestras em setembro

No dia 9 de setembro, às 14h, o geriatra Marcos Cabrera apresenta a palestra “Alzheimer: o diagnóstico importa”, no Auditório do Sesc Londrina Centro. A participação é gratuita e não exige inscrição prévia.

No dia 15, às 19h, o neurologista Fábio Porto fala sobre “Doença de Alzheimer: novas perspectivas de diagnóstico e tratamentos”, no Auditório da Unimed Londrina. A atividade é gratuita, com retirada antecipada de ingresso pela Sympla.

O Setembro Lilás é liderado nacionalmente pela Febraz — Federação Brasileira das Associações de Alzheimer.

(Com informações da Assessoria do INME)

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