Sete presos foram removidos do 5º Distrito Policial (DP) de Londrina (Zona Norte) nesse fim de semana, após a descoberta de um novo plano de fuga. Cinco deles foram transferidos para a Casa de Custódia de Londrina (CCL), um para o 2º DP e outro para o 4º DP.
Ontem o delegado do 5º DP, Marcos Belinati, apresentou diversas armas improvisadas que teriam sido apreendidas entre os detentos no sábado. Para acompanhar a revista, o delegado chamou o juiz corregedor da Vara de Execuções Penais (VEP), Roberto do Valle, representantes da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) e investigadores da Polícia Civil.
''Ficamos sabendo que haveria uma nova tentativa de fuga em massa e resolvemos acionar essas autoridades para verificarem que aqui não se comete abusos'', afirmou o delegado, em referência às acusações de que vários presos do 5º DP teriam sido espancados pelo Pelotão de Choque da Polícia Militar (PM) na última quarta-feira, após uma tentativa de fuga frustrada. Após as últimas transferências, a carceragem ficou com 66 presos a capacidade é para 24.
Entre as armas encontradas com os detentos, havia serras, brocas e pedaços de madeira. O que mais chamou a atenção do delegado foi uma broca capaz de estourar paredes de concreto. ''Já havia até um buraco numa das celas, na parede que dá nos fundos da delegacia'', relatou. Os sete presos apontados como cabeças do plano de fuga serão indiciados por dano ao patrimônio público.
Belinati comentou que, na tarde de sábado, um médico legista esteve no 5º DP examinando os presos que teriam sido espancados. Na semana passada, parentes dos detentos fizeram protestos e apontaram que eles não teriam recebido tratamento médico. A Pastoral Carcerária entregou um documento à PIC formalizando as denúncias.
O chefe do Instituto Médico-Legal de Londrina (IML), Gabriel Fernandes Neto, não quis dar declarações. Ele lembrou que terá 10 dias para apresentar os laudos e que não falará antes. (Colaborou Francismar Lemes)

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