Diretores, funcionários e mães que têm crianças na creche Santa Terezinha, em Guarapuava, depuseram ontem no caso que apura o envolvimento da irmã Anilse Terezinha Bianchini, diretora da entidade, em adoção irregular de menores. O processo que investiga a participação da freira nas adoções foi desmembrado pela Justiça de outros sete inquéritos. Com isso, das 40 testemunhas de defesa arroladas, somente 11 deveriam depor. Ontem, sete pessoas foram ouvidas pela juíza da 1 Vara Criminal, Carmen Silvana Mondin.

Os depoimentos começaram às 9h30 e se estenderam até às 12 horas. De acordo com o promotor Cláudio Félix, a maioria das testemunhas contou não ter presenciado os fatos denunciados no processo. ''Não houve nenhum fato novo. Agora, temos de aguardar a oitiva de mais duas testemunhas, que serão ouvidas por carta precatória'', comentou o promotor, referindo-se a uma das mães, Mariliane Aparecida Zigmann, arrolada pela acusação e que reside em Curitiba, e a um juiz que deporia a favor da freira, em São José dos Pinhais. O depoimento de Mariliane acontece dia 28, às 14 horas. O juiz ainda não tem data marcada para ser ouvido.

Das 11 testemunhas que seriam ouvidas ontem, duas não foram localizadas pela defesa. Presa desde o dia 24 de junho, a freira Anilse Terezinha Bianchini aguarda decisão do Tribunal de Justiça sobre pedido de habbeas-corpus. O prazo para julgamento do mérito do pedido terminou ontem, mas até o meio da tarde, não havia novidades. A freira sofre de trombose em uma das pernas e estaria aguardando a liberação para passar por uma cirurgia.

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