Sessenta mil visitaram a Festa da Uva
Lúcio Flávio Moura
De Londrina
Cerca de 60 mil pessoas passaram pelo Centro de Eventos Antum Camilo, na 12ª edição da Festa da Uva de Guaravera (distrito há 40 km ao sul de Londrina), que terminou na madrugada de hoje, 10 dias depois de seu início.
Segundo a Associação dos Produtores de Uva de Guaravera (Apoguar), até o final da tarde de ontem, cerca de 60 toneladas da fruta foram comercializadas, mantendo o mesmo patamar de vendas da festa do ano passado. Além do lucro extra e da divulgação do produto, o evento também é usado pelos produtores como um campo de provas, onde se define tendências de preferência do sempre mutante paladar do consumidor.
A variedade mais apreciada ainda é a niágara, com fatia de 40% do total comercializado. É uma espécie com mercado sólido há muitos anos, quando pensam em uva, as pessoas lembram da niágara, disse José Gerônimo Basso, 43 anos, presidente da Apoguar.
As vendas da itália, variedade cuja produção mais cresce no Norte do Estado, embora mais barata (foi vendida a R$ 1,00 o quilo, mesmo preço da niágara), foram superadas este ano pela rubi (R$ 1,20 o quilo), de consumo crescente e preferida nos supermercados frequentados por famílias de classe média.
A mais nobre, a benitaca (R$ 1,50), vendeu pouco, segundo a maioria dos produtores. Para Basso, o preço ainda afugenta, mas a variedade deve ganhar mercado assim que a produção aumentar e o preço cair.
Se não foram espetaculares (muitos lembraram da concorrência dos jogos do Torneio Pré-Olímpico de Futebol), os resultados da festa animaram um pouco os 60 agricultores que mantém viva a cultura de uva no distrito, apesar das intempéries climáticas, como a última chuva de granizo, que recentemente castigou a região. Eles aguardam boas vendas até o final da safra, que ocorre em março, e ao menos a manutenção dos preços, que estão caindo ano a ano no Norte do Paraná.
Outro produto típico de Guaravera, o vinho, teve vendas superiores às do ano passado. Este ano deu mais gente porque choveu menos, disse o barraqueiro, João Pereira da Silva Neto, tentando explicar a boa surpresa. Com humor, ele tentava alavancar ainda mais as vendas, anunciando aos brados, um estranho, mas, segundo ele, apreciado produto: o afrodisíaco vinho tinto com catuaba, que no rótulo expõe as formas da sex-simbol Tiazinha.





