A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) está planejando ampliar a rede de câmeras de monitoramento – chamadas de videovigias ou pardais - em cruzamentos da área central e nos principais corredores bairro-centro de Londrina.
O diretor de Trânsito da companhia, Diógenes Gonçalves, disse que já foram selecionados 60 pontos que poderão ser monitorados. A CMTU ainda não sabe se irá expandir a rede de pardais ou se vai alterar os pontos de fiscalização.
Gonçalves acredita que o equipamento já teria disciplinado os motoristas a cumprirem a lei de trânsito e, principalmente, evitar "furar" o sinal vermelho. "Nos pontos sem as câmeras, o desrespeito continua acontecendo e estamos definindo em qual deles a fiscalização deve se concentrar", informou. Hoje, 25 cruzamentos estão fiscalizados por câmeras. A CMTU não quis adiantar quais são os pontos críticos relacionados no estudo. O avanço em sinal vermelho é considerado uma infração gravíssima. O motorista penalizado soma 7 pontos na carteira de habilitação e paga R$ 191,54 de multa.

Queda
Há pelo menos um indício de que os videovigias estão mudando o comportamento do motorista. Em 2012, houve queda de 30,5% no número de autuações de motoristas por avançar o sinal vermelho. Em 2012, foram 19.697 multas deste tipo, contra 28.342 em 2011. Em média, nos últimos dois anos, foi lavrada uma multa em Londrina por "furar" o sinal a cada 27 minutos. A CMTU estima que 70% destas autuações são feitas eletronicamente.
Por outro lado, de acordo com dados divulgados pela Companhia de Polícia de Trânsito, os acidentes por avanço em preferencial cresceram ligeiramente no ano passado em termos relativos. Em 2011, este tipo de ocorrência representava 27,9% do total de acidentes. Foram 1.692 colisões em esquinas de um total de 6.067 acidentes. Em 2012, a proporção de colisões em cruzamento cresceu para 28,4%. De um total de 5.367 acidentes, foram 1.524 acidentes decorrentes de avanço de preferencial. Nos últimos dois anos, a média foi de mais de 30 acidentes deste tipo por semana. Estes números colocam a colisão em cruzamentos no topo do ranking dos acidentes.
A queda no número de multas, conforme a CMTU, demonstra que a fiscalização deve ser ampliada. Para isso, a companhia enfrenta um grande obstáculos: o número de fiscais. "Por conta das escalas e da jornada de seis horas, conseguimos manter, no máximo, 15 agentes por turno", afirma o diretor. "Para conseguirmos um resultado satisfatório na fiscalização, precisaríamos de pelo menos 50 fiscais", compara.
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) recomenda um fiscal para cada 2 mil veículos. Como a frota de Londrina é de cerca de 320 mil veículos, o efetivo indicado é de 160 pessoas. Londrina dispõe de 65 agentes. "Com um efetivo maior, seria possível, por exemplo, atender avenidas como a Saul Elkind (zona norte), que tem movimento semelhante à ruas movimentadas do centro."

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