Sesp nega existência de ameaças do PCC
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Equipe da Folha 
Curitiba - A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) divulgou nota oficial ontem contestando as informações divulgadas pela FOLHA sobre o possível envolvimento da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no assassinato do agente penitenciário Francisco Gonçalves Filho, morto no último dia 22, em Londrina. A Sesp afirma que os órgãos policiais responsáveis pela investigação do crime não possuem qualquer tipo de interceptação telefônica de integrantes da facção.
''Não são verdadeiras as informações (...) sobre interceptações telefônicas e uma lista com nomes de agentes penitenciários que poderiam ser mortos pelo crime organizado'', garante a nota. A Sesp afirma ainda que as informações sobre as interceptações telefônicas não teriam sido divulgadas pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) ou pela 10 Subdivisão Policial, responsáveis pelas investigações do caso. Segundo a nota, isso não ocorreu porque ''elas (interceptações) não existem''. A Sesp conclui a nota classificando como ''irresponsável'' a fonte de divulgação das informações e afirma que a atitude ''tumultua e dificulta as investigações''.
Relatos recebidos pela FOLHA apontam que a ligação aconteceu e foi interceptada pelo Cope no fim da tarde de sexta-feira. Na conversa, um integrante do PCC afirma que, depois do assassinato de Gonçalves Filho, ainda teria que executar outros dois agentes penitenciários na cidade. A ligação teria sido feita de um celular de Londrina para o Rio de Janeiro.


