Sesp diz que PMs serão mantidos
Curitiba- A Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) informou que vai obedecer a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu a designação de sargentos da Polícia Militar para administrar delegacias em municípios que não contam com delegados da Polícia Civil. Apesar disso, em nota oficial a Sesp diz que a população não será prejudicada.
A secretaria lamentou a postura da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Associação dos Delegados de Polícia de Polícia do Paraná (Adepol), autoras da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que contestava o decreto número 1.557, assinado pelo governador Roberto Requião em 2003. Foi ele que determinou a designação de sargentos da PM para prestar o atendimento nas delegacias que não tinham delegados. No dia 20, o STF anulou o decreto.
''Mesmo assim, a Secretaria afirma que nenhum policial militar será retirado destas cidades e que os sargentos continuarão a comandar suas tropas locais realizando os serviços sempre prestados à população. Portanto, os moradores destes locais não serão prejudicados'', diz a nota. A Sesp considera a decisão prejudicial, já que o decreto colocava fim à figura dos ''delegados calças-curtas'', servidores sem o devido preparo designados para administrar delegacias. Segundo a secretaria, a substituição deles por sargentos gestores ''não apenas profissionalizou a administração da segurança nas cidades como também acabou com a ingerência política na área''.
A Sesp afirma ainda que, em nenhum momento, os sargentos exerceram atividades por lei atribuídas à Polícia Civil. ''O trabalho de polícia judiciária era e continuará sendo prestado por delegados de polícia, que atuavam na região junto com seus investigadores e escrivães'', justifica a nota.(Rodrigo Lopes)





