A pequena Carolina Terciotti Batista, 5 anos, conseguiu convencer o irmão mais velho, Rafael, 7, a trocar sua pistola de brinquedo pelo livro de história 'A Festa no Céu', da coleção Folclore Mágico, da Editora Ciranda Cultural. ''Pode arrumar violência'', disse ela para explicar a troca. A iniciativa faz parte da programação que o Sesc Aeroporto criou para lembrar o Dia do Desarmamento Infantil, comemorado hoje.
Em uma cidade que contabilizou do início do ano até ontem 76 assassinatos, e em um país onde a violência atinge principalmente os jovens, na faixa dos 15 aos 24 anos, a iniciativa é louvável, mas ainda é incipiente. Para se ter uma idéia, a Secretaria Municipal de Educação não tem nada previsto oficialmente para o Dia do Desarmamento Infantil. Já o governo do Estado, de acordo com o chefe de gabinete do secretário de Estado da Educação, Sérgio Fernandes Stacheski, o assunto foi debatido na semana passada com 100 diretores de escolas de Curitiba.
Segundo a coordenadora do Sesc, Alexa Moraes Lopes, a atividade é dirigida às 140 crianças que participam de recreação. ''Queremos conscientizar sobre os estímulos negativos que as armas de brinquedo carregam consigo'', explicou. Para completar a programação, o artista plástico paulista Edson Massuci, radicado há 12 anos em Londrina, irá ao Sesc hoje para, em conjunto com as crianças, fazer uma escultura com as armas de brinquedo e material reciclado.
De acordo com Alexa, o número de brinquedos arrecadados entre as crianças foi pequeno porque os pais já têm, espontaneamente, evitado este tipo de presente. Para o pai de Beatriz, Clóvis Laço, a conscientização é importante. ''Até o João Pedro (filho de 8 anos) queria trazer, mas não ele pôde'', ressaltou o representante comercial.

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