Servidores vão à Justiça por salários
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Cento e setenta servidores públicos municipais de Figueira (125 km ao sul de Jacarezinho) ingressaram anteontem com ações na Justiça para tentar garantir o pagamento do 13º e do salário de novembro. Os trabalhadores estão parados desde o dia 13 e serviços como a limpeza pública estão interrompidos. A mesma situação ocorre em Florestópolis (73 km ao norte de Londrina), onde toneladas de lixo se acumulam nas ruas há seis dias.
Anteontem, o advogado que defende os servidores de Figueira, Ercílio Rodrigues de Paula, ajuizou 170 ações de cobrança no Fórum de Curiúva (154 km ao sul de Jacarezinho), com pedido de tutela antecipada, para tentar garantir o pagamento dos trabalhadores.
O presidente da Câmara de Vereadores da cidade, Luiz Antônio Souza, disse que o prefeito Jaime Higino dos Santos (PSL) ''praticamente sumiu'' da cidade desde o resultado das eleições. A reportagem tentou falar com ele por telefone mas não conseguiu localizá-lo. Em entrevista à Folha na última semana, o prefeito eleito Geraldo Garcia Molina (PP), afirmou que não poderia se comprometer a pagar a dívida porque não conhece a situação financeira da Prefeitura.
Em Florestópolis, o morador Claudemir Arriero de Carvalho, que reside há cerca de 20 anos na cidade, acompanha com tristeza os desdobramentos da greve dos servidores iniciada há seis dias. ''É a primeira vez que vejo a cidade chegar nessa situação. Tem até cachorro morto pelas ruas'', lamentou. Segundo ele, ''está tudo parado''. Apenas o serviço de ambulância estaria funcionando normalmente. Os servidores permanecem mobilizados em frente à garagem da Prefeitura.
A Folha procurou o prefeito Olívio Ivan Rodrigues por telefone mas foi informada que ele estaria fora da cidade. O prefeito eleito Nelson Gonçalves Correia alegou que não poderia assumir qualquer tipo de compromisso: ''Conversei com os funcionários e expliquei desconheço a situação da Prefeitura'', apontou. Segundo ele, a promessa que circula na cidade é que os atrasados seriam pagos hoje. A Folha apurou que a Prefeitura teria dinheiro em caixa para pagar o funcionalismo ou fornecedores.


