Giovani Ferreira
De Curitiba
Servidores públicos estaduais, que teoricamente deveriam estar sendo atendidos pelo Instituto de Previdência do Estado (IPE), estão buscando assistência no Sistema Único de Saúde (SUS). Uma pequena parte dos usuários está optando pelo pagamento e tentando o ressarcimento das despesas junto ao IPE. Porém, a maioria dos mais de 400 mil servidores e dependentes que precisam de atendimento médico estão sendo obrigados a procurar amparo junto ao SUS.
Conforme posição assumida há quase dois meses, a maioria dos hospitais credenciados está atendendo pacientes pelo IPE somente em casos de urgência e emergência. Os procedimentos eletivos continuam sendo negados pelos hospitais, que só atendem pelo IPE se o paciente resolver pagar, para depois tentar reaver o dinheiro com o Estado.
A Federação dos Hospitais do Paraná (Fehospar) reconhece que existem casos onde o médico está encaminhando pelo SUS pacientes que deveriam ser atendidos pelo IPE. Nas situações onde a pessoa não dispõe de recursos para pagar pelo atendimento, o médico fica praticcamente obrigado a solicitar o internamento do paciente pelo SUS.
Conforme números da Fehospar, hoje a dívida do Estado com os hospitais está em aproximadamente R$ 32 milhões. Esse valor refere-se ao repasse de recursos que está completando nove meses de atraso. Conforme a Fehospar, o valor da dívida pode oscilar um pouco, uma vez que o Estado tem feito alguns repasses isolados, principalmente para municípios do interior.

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