Servidores se reúnem na praça em Maringá
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 27 de setembro de 2001
Lucinéia Parra<br> De Maringá 
Em Maringá, 50% das escolas estaduais aderiram à greve. De acordo com a APP-Sindicato, a tendência é de que até a próxima terça-feira a adesão ao movimento grevista aumente para 80% na região. Ontem de manhã, professores, funcionários e alunos das escolas estaduais participaram de um protesto na Praça Raposo Tavares, que também reuniu os servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) que estão em greve desde o último dia 17. O prefeito José Claudio Pereira Neto (PT) e o vice-prefeito João Ivo Caleffi também estiveram na praça para registrar apoio ao movimento.
A APP-Sindicato de Maringá abrange 23 municípios e tem aproximadamente 3,5 mil professores. Conforme o presidente da APP de Maringá, João da Silva Alves, os municípios mais distantes da região não aderiram à greve ontem, mas a tendência é de que até a próxima semana, a maioria das escolas destes municípios também paralisem as atividades. ''É normal que isso aconteça porque eles (servidores de outros municípios) estão de olho em Maringá e dependendo da adesão ao movimento, eles acabam paralisando as atividades também'', disse Alves.
Entre os discursos dos grevistas e simpatizantes ao movimento, o da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar), Ana Estela Codato Silva, foi o mais contundente. Ela disse que o sindicato vai entrar com uma ação judicial contra o governador Jaime Lerner, pela veiculação da propaganda que defende a venda da Copel. Segundo Ana Estela, a propaganda é um desrespeito aos servidores e ao povo paranaense.


