A queda-de-braço entre servidores da prefeitura e a administração municipal teve novo capítulo ontem. Funcionários da Secretaria de Obras e Pavilon decidiram em assembléia voltar a cumprir o horário matutino. No início do ano, o prefeito Nedson Micheletti baixou um decreto concentrando as atividades dos servidores internos e de administração para o período da tarde. Uma liminar obtida pelo sindicato dos servidores revogou o documento, ao que a administração apresentou outro decreto, datado de 2001, que dá aos secretários legitimidade para alterar horários.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserv), Marcelo Urbaneja, os servidores lotados à Secretaria de Obras, que trabalhavam das 7 às 12 horas, foram os mais prejudicados com a mudança. ''Chegar para trabalhar ao meio-dia, com o sol quente, não é a melhor condição de trabalho, isso parece capricho do prefeito'', afirma.
Marcelo Urbaneja argumenta que nenhum secretário repassou o novo horário por escrito aos funcionários. ''Como não há nada documentado, o sindicato não reconhece a ordem, que é de boca'', diz o presidente do sindicato.
O secretário de Obras Aloysio Crescentini de Freitas afirma que não dará contra-ordem aos seus funcionários. ''Fica tudo como estava'', diz. Segundo Freitas, a modificação do horário dos operários segue uma decisão do prefeito.
O secretário tentou negociar com os servidores uma carga horária escalonada com folgas - seriam 10 horas diárias em três vezes por semana - mas a proposta não foi aceita.

mockup