Curitiba - O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) rejeitou a proposta de aumento de salários de 6,5% cedido pela Prefeitura de Curitiba. Em assembleia realizada na quinta-feira, após se reunirem com representantes da administração municipal na Secretaria Municipal de Obras Públicas, os sindicalistas mantiveram ainda o indicativo de paralisação dos serviços para o próximo dia 31.
Integrantes do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) também estiveram presentes na reunião, mas ainda vão discutir se aderem à greve. Os servidores pedem um aumento de 39,53%.
De acordo com o Sismuc, dos 6,5% do aumento proposto pela prefeitura, 6,25% estão previstos em lei e dizem respeito à data-base relativa à reposição da inflação do último período. O aumento seria, portanto, de 0,25%. Segundo o sindicato, o valor não chega nem perto dos 14,65% de perdas salariais do funcionalismo público. De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação dos últimos doze meses foi de 6,25%.
Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que, após o processo de negociação da data-base do funcionalismo, o reajuste salarial de 6,5% vai ser pago em uma só parcela, a partir de abril. De acordo com a administração, o reajuste atinge os 35 mil servidores ativos e inativos. O texto, publicado no portal da prefeitura na internet, segue afirmando que este é o quinto reajuste salarial seguido com índice acima da inflação.
Os representantes do Sismuc afirmam que o reajuste de 39,52% se refere aos mais de 6% da inflação do último período; 15,23% da dívida da prefeitura com os servidores e outros 15% de reajuste real. A reunião de quinta-feira foi a primeira de uma série entre prefeitura e servidores públicos. Se as negociações não avançarem, os funcionários públicos devem anunciar a paralisação no dia 31, às 8 horas, na praça Santos Andrade.

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