Servidores reclamam do índice de reajuste de 8%
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc), Paulo Rogério de Jesus, não aprova o reajuste de 8% proposto aos servidores pelo prefeito Cássio Taniguchi (PFL), na semana passada. Ontem à noite, a mensagem que autoriza o aumento seria votada pela Câmara de Vereadores. Este percentual não significa nada, já que não cobre a inflação prevista pelo ICV/Dieese (Índice do Custo de Vida, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio Econômicos) para dezembro que é de 16%, critica o sindicalista.
O aumento proposto pela prefeitura vai atingir 27 mil funcionários ativos e inativos da administração direta e indireta. A primeira parcela, de 3,92%, será paga em fevereiro do ano que vem e a segunda, que incide sobre esta, em junho, totalizando os 8%. Gostaríamos que o prefeito cumprisse a Lei das Datas Base e adotasse uma política salarial realmente atrelada aos índices inflacionários, reclama o presidente do Sismuc.
Amanhã, o sindicato realiza uma assembléia para discutir o reajuste, a extinção da progressão funcional e também o novo sistema de alimentação dos funcionários municipais, que será implantado em janeiro. Na avaliação de Paulo Rogério, existem casos em que o desconto da alimentação na folha de pagamento vai aumentar 500%. Este sistema vai ser implantado sem ter sido discutido e penaliza a maioria dos funcionários, afirma.
A diretora do Departamento da Política Pessoal de Recursos Humanos da prefeitura, Maria do Carmo Oliveira, nega. Ela informa que o desconto varia de acordo com a faixa salarial, com benefícios maiores para quem recebe até R$ 300,00, que terão desconto máximo de R$ 5,46 por mês no salário. Neste caso, afirma a diretora, o subsídio pago pela prefeitura atinge 90% do custo da refeição. O subsídio diminui conforme aumenta o salário, com custo máximo de R$ 54,18 por mês, nas faixas salariais acima de R$ 1.100,00.





