Cerca de 200 servidores municipais de Campina da Lagoa (100 km ao sul de Campo Mourão) permaneceram ontem durante todo dia em protesto em frente à prefeitura. Eles protestam contra o atraso no pagamento – só esta semana começaram a ser pagos os salários de setembro –, pedem garantia de que serão pagas as folhas de novembro, dezembro e o 13º salário, além da regularização do recursos do Fundef, que teriam sido desviados.
Uma assembléia do Sindicato dos Servidores Municipais vai definir hoje se a greve deve continuar. O prefeito de Campina da Lagoa, Joaquim Antônio de Lima (PPS), não foi localizado ontem pela ‘‘Folha’’.
Um grupo de 58 professores municipais já entrou com uma ação na Justiça pedindo o bloqueio dos recursos da prefeitura para a regularização do Fundef. O grupo acusa a prefeitura de ter sumido com o dinheiro destinado ao pagamento de professores.
O prefeito eleito da cidade, Paulo Andreolli Gonçalves (PSDB), disse ontem que a situação da prefeitura é de ‘‘calamidade pública’’. Segundo ele, o município tem muitos funcionários sem concurso público.
Reclamações A Folha recebeu ontem vários telefonemas de pessoas reclamando do atraso nos salários dos servidores municipais de Jaguapitã (46 quilômetros ao norte de Londrina). Os servidores realizariam protesto ontem à noite.
Cerca de 70 servidores públicos municipais da área de sa© úde de Jaguapitã estão com salários atrasados há três meses. A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Saúde, Romildo Arali. Ele disse que nos meses de agosto e setembro os funcionários tiveram à diposição tiquetes. Segundo o secretário, em outubro essa providência ainda não havia sido tomada.
Em Rolândia (25 quilômetros a oeste de Londrina), os funcionários públicos municipais, que também estão com salários em atraso, vão realizar amanhã, às 17h30, em frente à prefeitura, uma assembléia para decidir sobre a possibilidade de greve. (Colaborou Maranúbia Barbosa, de Londrina)

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