Paralisações e atos públicos fazem parte das estratégias que estão sendo estudadas pelo Fórum das Entidades Sindicais dos Servidores Públicos do Paraná para protestar contra o cancelamento do desconto automático das mensalidades em folha de pagamento, medida anunciada na quarta-feira pelo governo, conforme decisão do Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (Crafe). Representantes do Fórum - que reúne 11 entidades sindicais que representam cerca de 150 mil servidores - classificaram a decisão como ‘‘autoritária.’’
O secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, disse que a medida foi adotada com base em decisões do Tribunal de Justiça do Paraná. Serão mantidos apenas os descontos obrigatórios por lei: pensão alimentícia, imposto de renda e contribuições sociais.
O diretor da APP-Sindicato, José Lemos, disse que o corte é uma retaliação ao movimento sindical, por causa da resistência das entidades a projetos do governo do Estado - o principal deles a implantação da Paraná Previdência. ‘‘O governo está desrepeitando a Constituição e os direitos dos trabalhadores e não ficará sem uma resposta’’, disse.
Segundo a diretora do Sind/Seab, que representa os servidores da Agricultura, Norma Ferrari, o Fórum já solicitou uma audiência com o governador Jaime Lerner. ‘‘Os descontos não implicam despesas para o governo já que os sindicatos repassam 5% da arrecadação total ao Estado por esse serviço.’’ A APP-Sindicato, disse, paga R$ 15 mil por mês.
O secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, disse o governo está aberto ao diálogo e disposto a ajudar os sindicatos e instituições a encontrarem mecanismos para que possam descontar as mensalidade dos servidores que realmente desejam contribuir. ‘‘O governo, entretanto, não vai voltar atrás’’, disse. Ele afirmou que a medida não tem qualquer intenção de prejudicar os sindicatos ou dar aos servidores a sensação de aumento de salário.’’

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