Servidores querem ser agentes de educação
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 12 de junho de 2002
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os funcionários da Educação querem ser incorporados no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos professores da rede estadual de ensino. De acordo com mensagem do governo do Estado que tramita na Assembléia Legislativa, os cerca de 25 mil servidores seriam incorporados ao quadro geral.
Ontem, os servidores apresentaram uma série de emendas aos deputados da Assembléia Legislativa à proposta do governo do Estado. Além de pedir a incorporação da categoria no quadro da Educação, eles pedem a profissionalização dos funcionários. O pessoal de cozinha passaria a ter papel educativo. Uma nutricionista seria a responsável pela alimentação dos alunos, com vistas nas necessidades reais das crianças. A secretária passaria a ser uma profissional técnica em administração escolar. Os profissionais da biblioteca seriam os responsáveis pela tecnologia dentro da escola.
O papel do funcionário da Educação é fundamental para a construção de um projeto político pedagógico da escola pública, defendeu o secretário de Funcionários da Associação dos Professores do Paraná (APP-Sindicato), Divino Moraes. Segundo ele a idéia do governo do Estado é terceirizar os serviços de educação e reconduzir funcionários concursados para outras secretarias.
De acordo com as emendas propostas, os servidores passariam a ter cinco níveis, como os professores. Eles seriam nominados como agentes da educação. O presidente da APP-Sindicato, José Lemos, disse que a proposta levada ontem para a Assembléia foi formalizada há quatro anos, em forma de projeto de lei. Na escola, todos educam. Cada um na sua especialidade. Os funcionários precisam também entender da formação humana, defendeu.
Os deputados estaduais Orlando Pessuti (PMDB) e Luciana Rafagnin (PT) se comprometeram a levar as propostas dos funcionários da Educação para discussão na Assembléia Legislativa.


