Professores de funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Hospital Universitário (HU) querem um posicionamento do Conselho Universitário sobre a greve. Para isso, eles aprovaram ontem, durante a assembléia conjunta realizada no HU, a proposta de uma resolução que será apresentada hoje ao CU, na reunião que ocorre durante a manhã. O Conselho é o órgão máximo da Universidade, responsável pelas decisões mais importantes da instituição.
O texto, segundo o professor Kennedy Piau, membro da comissão de eventos do Sindicato dos Professores (Sindiprol), declara o apoio do CU ao movimento garantindo o direito à autonomia da universidade sem punições aos grevistas. Pela proposta o conselho estaria ainda solicitando ao Estado a abertura de um canal de negociação, além de defender a universidade pública e gratuita. Nessa reunião os grevistas esperam também a decisão do CU sobre o pedido de suspensão das inscrições do vestibular de janeiro de 2002.
Na assembléia de ontem foi montada também uma comissão de professores, funcionários e alunos do campus que estarão auxiliando na ampliação e intensificação da greve no hospital. Estão sendo mantidos apenas o atendimento aos pacientes internados, aos casos de urgência e emergência e o socorro às vítimas de acidentes trazidas pelo Siate.
Cestas básicas A Associação de Ação e Cidadania Pró Servidores da UEL iniciou ontem a distribuição da 400 cestas básicas, com 30 quilos de alimentos não perecíveis, ovos e hortaliças para os funcionários que ganham até dois salários mínimos. As cestas estão sendo pagas pelas fundações conveniadas com a universidade. A associação, como explica a presidente Maria Helena Schwartz, não utilizou a verba mensal que possui para mais 150 cestas. Essa verba vai atender aos casos emergencias que forem cadastrados durante a distribuição.
Expressões de solidariedade e indignação se misturavam ontem no campus da UEL durante a distribuição das cestas básicas. Enquanto a presidente da Associação de Ação e Cidadania Pró Servidores da UEL, Maria Helena Schwatz, comemorava a quantidade de funcionários que se apresentaram para auxiliar na distribuição das cestas, alguns beneficiados se declaravam humilhados com a situação.
Uma auxiliar de nutrição do Restaurante Universitário, que não quis se identificar, disse que não se conformava com os descontos nos salários. Ela ganha R$ 296,00 e quando recebe o valor integral admite que precisa de um ''jogo-de-cintura'' para pagar as contas.

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