Servidores querem 37% de reajuste salarial em Toledo
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 1998
Paulo Pegoraro 
Servidores de Toledo (45 km a oeste de Cascavel) reclamam que não têm reposição de perdas salariais há três anos e calculam que a defasagem acumulada é de 37%. Os funcionários dizem que enfrentam dificuldade para negociar com a prefeitura, inclusive na questão do atraso do pagamento.
Durante a gestão do ex-prefeito Albino Corazza Neto (PDT), os servidores raramente recebiam em dia. No fim da gestão várias folhas de pagamento ficaram acumuladas sem pagamento.
O prefeito Derli Donin (PPB) assumiu com o compromisso de pagar em dia a partir do início de seu governo, mas só depois passou a regularizar os salários anteriores, de acordo com a arrecadação do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).
Não há como aceitar as perdas nos salários, afirma José Nilton Rodrigues, diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Toledo.
Ele diz que a categoria dos servidores públicos é massacrada nas esferas municipal, estadual e federal. Nestas condições, é difícil esperar qualidade no serviço que devemos prestar à população, completa.


