Servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) fizeram mais uma paralisação na manhã de ontem, no campus da UEL. O objetivo foi reinvindicar que o Conselho Administrativo (CA) analise o pedido da volta do pagamento do vale-transporte para parte dos servidores, suspenso pelo reitor Wilmar Marçal a partir de um parecer do Tribunal de Contas (TC). Um café da manhã, patrocinado pela Assuel - Sindicato dos Servidores e Técnicos Administrativos da UEL, foi servido aos quase 200 funcionários, que ficaram durante toda a manhã no estacionamento da reitoria.
''Temos 20 itens na pauta de reinvindicações. A principal é a questão do vale-transporte. Queremos que o pagamento volte o mais rápido possível, pois pelo menos 650 funcionários estão sendo prejudicados'', disse Itamar Assunção, presidente do sindicato.
Para o funcionário da prefeitura do campus, Marcos Luis dos Santos, morador da Usina Três Bocas (Zona Sul), a falta do vale-transporte está dificultando o orçamento doméstico. ''Eu não contava com isso. No último mês tive que desembolsar cerca de R$ 90 reais para vir trabalhar. Não estou dando conta'', comentou.
Segundo o parecer do TC, o teto para pagamento do benefício é de três salários mínimos, tendo como base de cálculo os vencimentos e vantagens dos funcionários da instituição. A Assuel entende que o parecer do TC não obriga a reitoria a acatá-lo.
Na semana que vem, membros do sindicato e do CA têm uma reunião no TC. Eles também vão conversar com representantes da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia sobre o assunto.

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