No dia seguinte à entrega do projeto de lei que prevê o reajuste salarial geral de 6% ao funcionalismo público, servidores públicos de diversas regiões do Estado protestaram contra o índice. Eles afirmam que o valor não atende às expectativas da categoria e pedem o reajuste mínimo de 15%, além do cumprimento da data-base em 1º de maio.
A pauta de reivindicações dos servidores também prevê oferta a todos os trabalhadores e correção dos valores dos benefícios de auxílio-transporte, alimentação e vale-creche; implantação de promoção e progressão aos agentes de apoio e execução do poder executivo; correção das gratificações e reorganização do Paranaprevidência.
Participaram do protesto de ontem, no Centro Cívico, servidores do sistema de saúde, justiça, carcerário, profissionais da Secretaria de Estado da Criança e da Juventude, Meio Ambiente, Agricultura, das universidades paranaenses e educadores sociais. "O reajuste de 15% é possível, é comprovado pelo Dieese. Mesmo com a crise a arrecadação não vai crescer, mas também não vai cair", garante Clayton Agostinho Auwerter, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Paraná (Sindarspen) e integrante do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná.
Na manhã de ontem, os servidores também participaram de uma reunião com representantes da Secretaria de Estado de Administração e Previdência. O encontro, porém, não representou avanço nas negociações. Na segunda-feira, os servidores discutem novas estratégias de mobilização.
Os manifestantes ainda acompanharam a sessão plenária de ontem à tarde na Assembleia Legislativa. O líder da base, deputado estadual Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), deixou claro, contudo, que não deve recuar. "Vamos ser realistas. Qual governo de Estado hoje consegue fazer revisão anual de salários?", disse ele.
O projeto de lei do Executivo que prevê um índice de 6% de reajuste geral ao funcionalismo chegou anteontem na Assembleia Legislativa, mas só deve entrar na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa na próxima terça-feira. Assim que chegar no plenário, o projeto de lei ainda passará por três turnos de votação.
Entre as emendas que devem ser apresentadas ao projeto de lei está a que altera o índice de reajuste geral para 15%, de autoria da bancada da oposição. Romanelli antecipou que vai orientar pela derrubada de emendas que modifiquem o índice: "Qualquer emenda que altere o índice é inoportuna". (Colaborou Catarina Scortecci/Equipe da Folha)

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