Servidores protestam por reajuste
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segunda-feira, 17 de maio de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Cambé Em uma de suas primeiras manifestações públicas, o recém-constituído Sindicato dos Servidores Municipais (SindServ) de Cambé (13 km a oeste de Londrina) promoveu ontem à tarde um apitaço em frente à prefeitura, com cerca de 50 pessoas que, depois, seguiram para a Câmara Municipal. O funcionalismo cobra do prefeito José do Carmo Garcia (PTB) reajuste salarial de 47% e a revogação do decreto que suspendeu a distribuição de vales-transportes para os trabalhadores que moram fora e utilizam ônibus intermunicipais. Além da manifestação, o sindicato questiona o Executivo na Justiça.
O diretor de Finanças do SindServ-Cambé, Gilberto Gonçalves Aguiar, justificou que os servidores estão com os salários achatados por causa dos sete anos sem aumento. A prefeitura, segundo ele, teria feito correções para alguns professores e funcionários administrativos mas a maioria dos 1600 servidores não foram beneficiados com nenhum reajuste.
Com relação ao corte de vale-transporte, Aguiar disse que isso teria ocorrido na semana passada. A ''canetada'' do prefeito teria afetado, segundo ele, cerca de 140 servidores. O diretor sindical disse que a entidade negociava uma saída há sete meses mas não houve acordo. A presidente do SindServ, Márcia Moraes Duarte de Almeida, descartou, ''por enquanto'', uma paralisação do funcionalismo.
A auxiliar de enfermagem, Dalva Ortega Ribeiro, foi uma das atingidas pelo decreto do Executivo. Residente em Londrina, ela contou que em agosto do ano passado começaram os atrasos no recebimento dos vales e na semana passada teve suspenso o fornecimento dos quatro passes que necessita por dia. ''É uma discriminação (com aqueles que moram fora de Cambé), uma irresponsabilidade e uma falta de respeito com os servidores'', reclamou.
Depois de apitarem em frente à prefeitura, os servidores seguiram para a Câmara, onde ocuparam as galerias e fizeram uso da tribuna. O presidente da Casa, vereador Carlos Roberto Rasteiro, argumentou que legalmente a Câmara pouco poderia ajudar. ''O que podemos fazer é oficiar o prefeito e pedir informações.'' Garcia está viajando e a reportagem não conseguiu contato com ele, no final da tarde.


