Promovida pelos sindicato dos Servidores Públicos da Agricultura e do Meio Ambiente, junto com a Fundepar, uma manifestação deverá movimentar hoje, durante toda a manhã, a Boca Maldita, no centro de Curitiba. O ‘‘Dia do Grito’’, como foi intitulado o protesto, servirá para reivindicar um reajuste salarial que já não acontece há 45 meses, para os cerca de 41 mil servidores do quadro geral do Paraná.
Para isso, representantes dos 2 mil filiados aos sindicatos estarão distribuindo mudas de plantas e panfletos, aliando a questão do Dia Mundial do Meio Ambiente, dia 5 de junho, a dos baixos salários recebidos hoje pelos servidores da área. ‘‘Vai ser um ato principalmente das lideranças e diretorias de sindicato’’, explica Roberto Andrade Silva, presidente do Sindi/Seab. ‘‘Não é exatamente um dia de paralisação e por isso só faltará ao trabalho para participar quem realmente quiser’’.
Além do reajuste, os servidores também reclamam contra o aumento do salário mínimo e as contribuições para o ParanaPrevidência. Segundo eles, um funcionário que recebia até 1,4 salário, no valor de R$ 141,82, em agosto de 95, quando foi feito o último reajuste pelo governo, recebe hoje apenas R$ 1,04 com o novo mínimo de R$ 136,00. Valor que seria reduzido ainda mais com a cobrança dos 2% para a Saúde.
Segundo a Secretaria de Estado da Administração a reivindicão é justa, uma vez que o último reajuste foi feito apenas na administração anterior. O único problema é que não há perspectivas de qualquer tipo de aumento, antes que o Estado esteja enquadrado nos parâmetros da lei Rita Camata.

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