Servidores protestam contra plano
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quinta-feira, 07 de fevereiro de 2002
Katia Michelle Equipe da Folha 
Curitiba - Os sindicatos que representam os servidores públicos estaduais agendaram para o próximo dia 19 uma manifestação de repúdio ao novo sistema de assistência à saúde, proposto na última segunda-feira pelo governador Jaime Lerner. Os servidores vão se reunir na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba, para protestar contra a forma em que foi divulgado o plano. O movimento também será de apoio aos grevistas de três universidades estaduais que continuam com suas funções paralisadas, em greve que já dura 144 dias.
Para a coordenadora do Sindsaúde (sindicato que reúne os trabalhadores na área de saúde pública do Estado), Mari Elaine Rodella, o novo plano é uma tentativa de desviar as atenções da discussão de reajuste salarial, reinvidicada pelos servidores. Ela explica que o objetivo da manifestação é explicar para a população que o novo sistema não atende as necessidades dos funcionários.
Além dos sindicatos que representam os servidores, a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar) também já se manifestou contra o novo sistema. O presidente da federação, José Francisco Schiavon, alerta sobre a inviabilidade financeira que o plano representa aos hospitais que eventualmente se credenciarem. O novo plano é impositivo, antidemocrático e impraticável.
De acordo com as novas regras de terceirização, 12 hospitais privados do Estado credenciados por meio de licitação vão atender os 160 mil servidores ativos e inativos e mais 201 mil beneficiários a partir de abril, quando o novo sistema deve estar implantado. O novo serviço será gratuito mas não contempla todas as especialidades médicas e tem uma série de restrições no atendimento.
O Secretário de Administração, Ricardo Smijitink, rebate as acusações e diz que foram feitas uma série de pesquisas e cálculos que levaram aos preços que serão praticados (R$ 16,50 a R$ 18,00 per capita por mês). De acordo com o secretário, os valores e o descontentamento dos hospitais não vão representar risco na qualidade de atendimento ao usuário. Teremos uma central de antendimento para acompanhar os serviços prestados, diz.


