Funcionários do Hospital Universitário (HU) e Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) vão realizar manifestações públicas contra as medidas baixadas pela Reitoria para reduzir despesas. A decisão foi aprovada em assembléia realizada anteontem no anfiteatro do HU. De acordo com a presidente do Sindicato da Saúde (Sinsaúde), Ana Maria da Cruz, a assembléia entendeu que os cortes feitos em função do acordo de autonomia firmado com o governo do Estado penaliza principalmente os funcionários do HU e HC e vão representar redução na oferta de leitos para o SUS, além de risco de queda na qualidade dos serviços prestados.
Segundo Ana Maria, a assembléia decidiu fazer manifestações no Calçadão, na Câmara de Vereadores e nos prontos-socorros do HU e HC. Decidiu, ainda, enviar cartas para o reitor Jackson Proença Testa alertando sobre os riscos das medidas anunciadas e pedindo debate para viabilizar cortes de despesas sem necessidade de reduzir a oferta de leitos nem colocar em risco a qualidade dos serviços prestados.
‘‘Os funcionários estão dispostos a fazer sacrifícios. Mas sem redução de salários, que não são reajustados há dois anos’’, disse a presidente do Sinsaúde, revelando que é possível tomar medidas que representam economia sem reduzir vagas nem correr risco de queda da qualidade. ‘‘Mas para isso é necessário transparência’’, reivindicou.
De acordo com a sindicalista, os 1.700 funcionários do HU e do HC foram os mais atingidos pelas medidas da Reitoria. Cerca de 390 plantonistas da noite vão sofrer redução salarial que varia de 8% a 10%. Além da extinção de folga mensal, redução das férias e o pagamento das horas extras através da compensação’’, detalha Ana Maria, enfatizando que a compensação de horas extras é humanamente impossível. ‘‘Vai sobrecarregar ainda mais o pessoal, o que representa grave risco de queda na qualidade dos serviços.’’

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