Os servidores da UEL em greve decidiram ontem, em assembléia, que se houver bloqueio nos salários deste mês, vão parar totalmente as atividades que já vinham sendo cumpridas, inclusive com o fechamento das entradas da instituição. Para mostrar o descontentamento com o bloqueio do dinheiro anunciado pelo Governo, anteontem, os servidores deverão engrossar uma manifestação programada para amanhã, a partir das 8h30 horas, no Hospital Universitário (HU). Oficialmente, a data do pagamento do funcionalismo neste mês é dia 28.
Segundo o presidente da Assuel, Itamar Nascimento, a proposta aprovada ontem garante, a princípio, o apoio aos servidores do HU e Hospital de Clínicas, que devem ter os salários descontados a partir deste mês - como determina liminar na Justiça. A assembléia decidiu encaminhar ofício para o reitor Pedro Gordan, comunicando que se forem descontados salários do pessoal do HU e HC, que sejam descontados os de todos os grevistas. ‘‘É uma amostra de nossa solidariedade. Nós conseguimos uma liminar que garante nosso direito à greve. Eles não. Somos todos servidores e lutamos juntos por uma causa única.’’
Os servidores aprovaram ainda um pedido da Prefeitura do campus de ceder, voluntariamente, 12 colegas para ajudar no combate à dengue na universidade. Novas assembléias de servidores e professores da UEL acontecem amanhã, para definir estratégias caso haja cortes nos salários.
O advogado dos servidores e professores em greve da UEL, Jorge Aidar, antecipou que se os salários não forem depositados amanhã, pretende ajuizar nova ação para forçar o governo a pagar os salários. Ele lembrou que o funcionalismo das universidades estaduais de Maringá e Cascavel já contam com uma liminar conseguida em outubro que garante o pagamento dos salários. Sobre o recurso interposto no Supremo Tribunal de Federal (STF), que questiona a competência do julgamento da greve - se pela Justiça Estadual ou Federal - Aidar espera uma decisão ainda para esta semana.(Telma Elorza e Luciano Augusto)

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