Servidores preocupados com as mudanças no IPE
Maigue Gueths
A desativação de alguns serviços do Instituto de Previdência do Estado (IPE) e o início do desconto em folha de pagamento, a partir deste mês, da contribuição para o Paranaprevidência vem causando muita confusão entre os servidores públicos. O quadro está confuso também por uma série de ações que estão sendo ajuizadas pelos sindicatos representantes das várias categorias de funcionários estaduais.
O superintendente do IPE, Rubens Drummond de Carvalho, garante que os servidores não precisam temer o fim do IPE. Segundo ele, o Instituto apenas desativou alguns serviços, ou porque não estavam previstos dentro do novo atendimento através do Paranáprevidência ou porque atendiam um número muito pequeno de usuários. Foram fechados os setores de odontologia, psicologia, radiologia e fisioterapia. Mas o atendimento médico será mantido até que a Paranaprevidência esteja constituída e possa atender aos servidores em todo o Estado, diz.
Ninguém sabe, entretanto, como se dará o atendimento médico aos servidores com o Paranaprevidência. Drummond lembra que, atualmente, só os funcionários de Londrina e Curitiba podem usufruir de consultas médicas pelo IPE. O restante não tem acesso a consultas, ou faz pelo SUS ou particular. Ele acredita que, pelo alto custo, o governo não fará um convênio com empresas de planos de saúde já existentes. Para ele, o mais viável será o governo credenciar diretamente os médicos que atenderão os servidores.
Os 76 funcionários nos setores do IPE que foram desativados estão tendo que procurar novos locais de trabalho dentro do Estado. Drummond garante que esta realocação está sendo feita sem problemas, pois os servidores têm prazo de 60 dias para se adaptar ao local.
Elaine Rodela, coodenadora do Sindicato dos Servidores da Saúde, está preocupada com os descontos em folha, que estão gerando diversas ações judiciais. Antes, os funcionários só tinham o desconto de 10% do salário para a previdência. Agora, este percentual aumentou, os aposentados passaram a ser descontados e, além disso, o servidor está tirando mais 2% de seu salário para custear um plano de saúde que não existe, diz.





