Servidores podem pôr fim à greve
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sexta-feira, 04 de janeiro de 2002
Emerson Dias 
Os três sindicatos que coordenam a paralisação na Universidade Estadual de
Londrina (UEL) podem enfrentar um racha hoje, caso a proposta dos servidores protocolada junto à reitoria seja aceita pelo Conselho Universitário e pelo comando. A proposta sugere, basicamente, uma trégua na greve que completa hoje 110 dias, se as reivindicações forem atendidas. Na noite de ontem, cerca de 120 representantes da comunidade local discutiram os prejuízos enfrentados pelo população durante a greve.
Uma pauta com 13 reivindicações foi apresentada ontem ao reitor Pedro Gordan pelo Sindicato dos Servidores da UEL (Assuel). Segundo o presidente da entidade, Itamar do Nascimento, caso a reitoria aceite a proposta, a categoria pode dar uma trégua e voltar ao trabalho. Esperamos uma resposta até segunda-feira. As reivindicações serão discutidas com os demais grevistas hoje, às 14 horas, no Hospital Universitário (HU), durante assembléia geral. Participarão representantes dos sindicatos dos Professores (Sindiprol) e dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sinsaúde).
O reitor recebeu a proposta com cautela e disse que iria convocar os integrantes do Conselho Universitário para discutir o assunto esta manhã. A proposta é uma boa iniciativa para solucionar o problema, mas a fragmentação (do movimento) não é interessante para a instituição, comentou. Os presidentes do Sindiprol, Cesar Augusto Caggiano Santos, e do Sinsaúde, Ana Maria da Cruz, disseram estar cientes da proposta da Assuel, mas que iriam aguardar a assembléia de hoje para discutir o assunto.
Já o encontro realizado ontem no auditório da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) serviu apenas para os participantes lavarem a roupa suja, sem apresentar qualquer proposta objetiva para o fim da greve. Empresários falavam sobre prejuízos econômicos e acusavam os grevistas de descaso junto aos pacientes do HU. Os sindicalistas criticavam a passividade com que comerciantes e políticos enfrentaram a crise no ensino superior até as vésperas do vestibular, época em que mais de dez mil jovens de outras cidades lotam bares e hotéis de Londrina, desembolsando cerca de R$ 7 milhões.


