Da Sucursal

Arquivo FolhaPresídio do Ahú, em Curitiba: paralisação amanhã se reivindicações não forem atendidasPoliciais civis e agentes penitenciários do Paraná ameaçam entrar em greve a partir de amanhã caso o governo não atenda às reivindicações de reajustes salariais das duas categorias. Amanhã, às 10 horas, os policiais fazem assembléia no pátio do Instituto de Criminalística do Paraná, em Curitiba, para definir se entram em greve por tempo indeterminado.
Ontem, representantes do sindicatos dos policiais se reuniram com o secretário de Segurança, Cândido Martins de Oliveira, e o secretário da Casa Civil, Giovani Gionédis. Eles reivindicaram a implantação do plano de cargos e salários da categoria, que incorpora um reajuste de 120%, como compensação pelo corte no pagamento da gratificação Trabalho Integral e Dedicação Exclusiva (Tide). ‘‘Não tivemos nenhuma resposta, nem nos deram qualquer perspectiva’’, disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), Vintemberg Mendes, sobre o resultado do encontro.
Desde 95, o governo vem pagando um adicional de 49% sobre os salários dos policiais através do Tide. Em maio do ano passado, o Tribunal de Contas considerou a gratificação inconstitucional, determinando a sua suspensão. Vitemberg garante que os 3.500 policiais civis estão dispostos a sustentarem uma greve geral por tempo indeterminado se o governo não acenar com alguma perspectiva concreta de reajuste.
Amanhã, às 17h30, é a vez dos servidores penitenciários do Paraná decidirem em assembléia em Curitiba, e entram em greve a partir da meia-noite de quinta-feira. Os dois mil agentes que trabalham em dez unidades penitenciárias do Estado reivindicam reajuste de 65% e implantação de plano de carreira. ‘‘A ordem é manter somente 40% do pessoal para garantir a segurança interna dos presídios e o restante entrará em greve’’, avisa o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários, Ismael Meira.

mockup