Servidores penitenciários exigem mais segurança
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quarta-feira, 08 de novembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
Os servidores penitenciários rediscutiram ontem as exigências que serão feitas junto ao governo do Estado para garantir a qualidade de vida dos funcionários do Sistema Penitenciário em todas as unidades penais. Uma das principais reivindicações é a segurança preventiva. Unidades como a Colônia Penal Agrícola e a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, estariam precisando rever a segurança externa e interna.
Na Colônia Penal, onde ocorreu uma rebelião com fuga no final da tarde de domingo, os servidores pedem que haja um plantão externo da Polícia Militar. Os presos estão muito à vontade. Antes eles brigavam com os agentes, estavam insatisfeitos e fugiam. Agora eles enfrentam os agentes penitenciários. A situação ficou insustentável, declarou Sandra Márcia Duarte, presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Paraná.
O Complexo Médico Penal também precisaria de segurança externa e interna. Na própria PCE, os agentes pedem que haja uma fiscalização mais rigorosa na entrada, com revista de todos os funcionários. Queremos que a revista seja intensificada e que o detector de metal comece a funcionar. Não é possível que em toda a rebelião o agente seja culpado pela entrada de armas, desabafou Sandra. Ela disse que enquanto não tiver condições de trabalho, os agentes não retornam para a unidade.
Outra preocupação na PCE é com a alimentação, que é feita pelos próprios internos. O temor é que a comida possa ser envenenada. No Centro de Orientação e Triagem (COT), que fica na Prisão Provisória de Curitiba (PPC), os agentes pedem que seja colocado um banco no corredor que fica entre as celas para que o policial possa sentar durante o plantão.
Os servidores penitenciários irão elaborar um documento com todas as reivindicações da categoria para encaminhar ao governo do Estado.


