Servidores passam Natal sem dinheiro
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terça-feira, 24 de dezembro de 1996
Sucursal de Cascavel 
Os servidores municipais de Cascavel vão mesmo passar a festa de Natal sem dinheiro. Como última esperança de viabilizar recursos para pagar os salários atrasados do funcionalismo o prefeito Fidelcino Tolentino (PMDB) viajou para Curitiba na sexta-feira, com intenção de negociar uma ajuda financeira com o governo do Estado. Mas não conseguiu sequer falar com o governador Jaime Lerner.
Os funcionários que têm salário inferior a R$ 500,00 não receberam o pagamento de novembro e o 13º salário. Os que têm salário superior a R$ 500,00 não recebem desde outubro. A folha de pagamento dos 3,2 mil servidores é de R$ 1,4 milhão. O prefeito alega que fez o possível para encontrar uma solução antes do dia 25, e vai continuar se empenhando para tentar pelo menos amenizar a situação antes do fim de seu mandato.
A greve de protesto dos professores como forma de protesto permanece irredutível. Eles organizaram uma vigília na Prefeitura, chegando a passar uma noite no local. No final da tarde de sexta-feira, o grupo ameaçou outros servidores que trabalhavam normalmente, obrigando-os a encerrar o expediente mais cedo. No sábado prometeram não mais tumultuar, mas mantêm a vigília. A greve dos funcionários de nível superior que atuam nos postos de saúde também não deve terminar sem o pagamento dos salários.
Em Toledo, a prefeitura está com os salários atrasados desde junho, no caso de algumas categorias. A folha de pagamento dos 1,5 mil funcionários é de R$ 450 mil, mas a dívida total já chega a R$ 1,8 milhão. O secretário de Administração Moacir Vanzzo prometeu aos funcionários que a Prefeitura pagaria pelo menos parte dos atrasados antes do Natal. Até o final da tarde de ontem não havia nenhuma ação concreta nesse sentido.


