Os servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) querem que o reitor Jackson Proença Testa revogue as medidas de cortes de gastos para adequar a instituição ao Termo de Autonomia firmado com o governo do Estado. E exigem informações, com diagnóstico completo sobre a folha de pagamentos, para identificar quem goza de privilégios, como funções gratificadas, cargos em comissão, tide (adicional para dedicação exclusiva) e pagamento de plantões médicos à distância.
Estas propostas constam de uma pauta de reivindicações com mais de 20 itens, aprovada ontem em assembléia da categoria. ‘‘Concordamos com a necessidade de modernizar a Universidade. Mas este processo exige transparência e democracia nas decisões. Os funcionários podem contribuir, mas exigem todas as informações necessárias para a tomada de decisões’’, destaca o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), Itamar André Rodrigues do Nascimento.
Depois da assembléia, realizada no auditório maior do Centro de Ciências Biológicas, servidores cruzaram em passeata o calçadão do câmpus universitário e foram até a Reitoria entregar o documento diretamente ao reitor. Mas Testa não estava, nem o vice-reitor, Márcio Almeida. Então, a pauta foi entregue ao chefe de gabinete, Itaicy Mendonça.
Os servidores voltam a se reunir na quinta ou sexta-feira da próxima semana, para avaliar a resposta da Reitoria à pauta de reivindicações. Segundo o presidente do Assuel-Sindicato, se a Administração não der resposta ou se for inaceitável, os servidores vão fazer uma manifestação em frente à Reitoria.
A assembléia de ontem aprovou, também, um ‘‘disque-denúncia’’ para apurar os privilégios alegados pelo reitor. ‘‘Qualquer pessoa, funcionário, estudante, professor ou membro da comunidade pode ligar para o telefone 324-2328 e denunciar privilégios’’, enfatiza Itamar Nascimento, assegurando que desconhece privilégio para os funcionários.

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