Sarandi - Cerca de 70% dos servidores municipais de Sarandi (7 quilômetros de Maringá) estão em greve por tempo indeterminado. Eles querem reposição salarial de 24%, equivalente a uma diferença de 12,89% do reajuste concedido ano passado, mais 11,11% do índice repassado pelo governo federal para o salário mínimo. A proposta do município é de 6% de reajuste. A greve não atinge os serviços essenciais que estão sendo mantidos normalmente.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Sarandi, Maria Helena Temporine, desde 1992, o reposição salarial dos servidores municipais é feito com base no índice concedido para o salário mínimo. Segundo ela, desde o ano passado a categoria está com dificuldades para negociar o índice com a prefeitura. ‘‘O prefeito para variar alega que não pode dar o reajuste porque a folha de pagamento da prefeitura está no limite do que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, só que em contrapartida ele (prefeito) já realizou dois concursos públicos’’, criticou.
Conforme o prefeito, Cido Spada (PT), a greve é política. ‘‘Quebramos uma oligarquia que há 18 anos estava no poder’’, disse. Segundo ele, o único reajuste que o município pode conceder é de 6%. Ele confirmou que a folha de pagamento já é de 51% do orçamento do município. ‘‘É o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal e nós só estamos concedendo 6% de reajuste prevendo uma acréscimo da receita do município nos próximos meses’’, acrescentou Spada.
A expectativa, conforme o prefeito é de que os servidores voltem ao trabalho gradativamente a partir de hoje. Quanto aos concursos públicos realizados pelo município, Spada justifica alegando que todos os anos, a prefeitura sofre baixas com aposentadorias e mortes de servidores. ‘‘Se realizamos concursos público é porque haviam vagas a serem preenchidas’’, disse. O município tem 1.625 servidores e a folha de pagamento é de R$ 891 mil.

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