Maringá Os servidores municipais de Maringá continuam em greve e prometem intensificar os piquetes a partir de hoje para conseguir maior adesão ao movimento. Em mais uma rodada de negociações, ontem de manhã, o comando de greve chegou a fazer novas propostas ao governo municipal, mas não houve acordo, já que os representantes da administração mantiveram a disposição de só repassar 10% de reajuste a partir de janeiro de 2004.
A nova proposta dos servidores visava a reposição de 10,88% em novembro e o zeramento da inflação de 2003, que seria equivalente a 9%, em janeiro ou fevereiro de 2004. Além disso, os servidores disseram que não abrem mão do abono de R$ 30,00, concedido em julho, caso não seja repassado os 16% de reposição imediatamente.
Diante da posição do governo, os grevistas decidiram suspender as negociações e manter a greve. ''Só vamos falar com o governo quando ele nos procurar com uma nova proposta'', disse o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar), João Carlos Carrosi.
Conforme Carrosi, os secretários municipais estão irredutíveis em apresentar uma nova proposta. Ele acredita que hoje pode haver nova tentativa de negociação. Ontem, a preocupação dos grevistas era aumentar a adesão ao movimento. Desde às 10 horas, os servidores se concentraram em todas as portas da prefeitura e impediram os demais funcionários de trabalhar. Houve muito bate-boca entre os servidores, mas nenhum incidente grave foi registrado.
Na avaliação da administração municipal, os índices praticamente foram idênticos aos registrados na quarta-feira, quando a paralisação teve início. No setor de educação, 13 das 36 escolas municipais estão paradas. Na saúde, se manteve o índice de 20% de paralisação dos funcionários. De acordo com Carrosi, a adesão à greve ontem foi equivalente a quarta-feira. ''Se bem que tivemos algumas novas adesões à tarde'', acrescentou.

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