Professores e servidores de sete municípios do Estado se reuniram na Assembléia Legislativa para protestar contra os atrasos nos salários e pedir apoio dos deputados para forçar os prefeitos a colocarem em dia as folhas de pagamento.
Os funcionários da prefeitura de Toledo, por exemplo, já protocolaram no Tribunal de Justiça um pedido de intervenção contra o prefeito Albino Corazza Neto (PTD). No Fórum de Toledo um mandado de segurança pede prioridade para a folha de pagamento.
Toledo tem 1,4 mil servidores, dos quais 500 são professores. Esses funcionários ainda não receberam o 13º salário de 96, nem as férias proporcionais e os salários de junho, julho (só a metade), agosto, setembro e outubro. ‘‘Para viver contamos apenas com um vale mercado de 40% do valor do salário. Para o aluguel, água, luz e tudo o mais estamos tendo que vender bens e objetos pessoais’’, contou a presidenta do Sindicato dos Professores Clara Maria Schoffen.
Segundo ela, o prefeito tentou instituir uma alternativa apelidada de ‘adote um contribuinte’: ‘‘quem quisesse receber teria que procurar um contribuinte em atraso e o imposto devido se transformaria em salário. Fomos submetidos ao ridículo’’.
De acordo com o secretário da administração de Toledo Moacir Neodi Vanzzo, a dívida junto aos funcionários é de R$ 1,6 milhão e a arrecadação média do município chega praticamente ao mesmo valor. ‘‘Sabemos que o ‘adote um contribuinte não é a melhor forma, mas é uma tentativa’’, admitiu.
Na mesma situação estão os muncípios de Roncador, Fazenda Rio Grande, Laranjal do Sul, Amaporã e Mandaguari. Nessas regiões os professores e servidores se mobilizam para encontrar uma solução desde agosto do ano passado.
Os professores estão em greve em Toledo, Roncador e Laranjal do Sul. Em Fazenda Rio Grande, depois de um dia de paralisação, o prefeito fez parte do pagamento mas não garantiu o restante. Em Amaporã e Mandaguari, os professores e servidores discutem formas de encaminhar os pedidos de intervenção aos deputados.

mockup