Servidores fazem protesto na UEL
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sexta-feira, 27 de outubro de 2006
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Servidores públicos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) estiveram paralisados durante toda a manhã de ontem. Reunidos no pátio do Restaurante Universitário (RU) em assembléia, funcionários dos centros de estudos, segurança, prefeitura do campus, transporte, biblioteca, creches e Hospital das Clínicas (HC) seguiram até a reitoria para conversar com o reitor, Wilmar Marçal.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores e Técnicos Administrativos da UEL (Assuel), Itamar Nascimento, a categoria quer a devolução do vale transporte, suspenso há um mês devido a um parecer do Tribunal de Contas (TC) do Paraná; o fim da relotação oficial, medida que transfere o servidor de departamento e a mudança do horário de trabalho dos seguranças.
''Estão relocando servidores para outros locais de trabalho de forma arbitrária, sem dar nenhuma explicação. Outra questão também é o banco de horas do pessoal do Hospital Universitário (HU), que não recebe hora-extra e não consegue compensar por falta de pessoal'', disse Nascimento. Ao todo, trabalham na UEL 3.700 servidores; destes, 1.700 só no HU.
O segurança Valdemar Ribeiro Mendes trabalhou 17 anos como segurança noturno no campus e há um mês foi transferido para a Casa de Cultura da UEL. ''Eu sempre trabalhei das 19 às 7 horas, agora inverteu. Existem vários seguranças que prefeririam trabalhar no meu horário. Por que não deixam a gente ficar naquele (horário) em que cada um se sente melhor?'', reclamou.
Sobre o vale transporte, Nascimento disse que o TC não obriga a reitoria acatar seu parecer. O decreto indica que o teto para pagamento do benefício é de três salários mínimos, tendo como base de cálculo os vencimentos e vantagens dos funcionários da instituição.
Em carta aberta aos servidores, Wilmar Marçal explica que a medida foi tomada porque o Tribunal teria sido ''taxativo'' quanto à ilegalidade do pagamento, complementando que a antiga administração da UEL ''poderá ser acionada'' para devolver cerca de R$ 2,7 milhões pagos indevidamente em anos anteriores.
Reunião - No final da manhã, representantes do sindicato formaram uma comissão que se reuniu com o reitor. Dos 21 itens em pauta, apenas quatro foram discutidos. Sobre a escala dos vigias, um plano de readequação será feito pela Divisão de Segurança e o Serviço de Bem-Estar à Comunidade (Sebec). O serviço de ouvidoria da UEL é quem intermediará as negociações de relocação de funcionários, quando uma das partes se sentir lesada.
Em relação ao vale-transporte, Nascimento e o vice-reitor da UEL, César Caggiano - que comandará as próximas reuniões com os servidores -, deverão ir à Curitiba propor que o mínimo para recebimento do benefício seja de três pisos salariais do Estado e não sobre o mínimo federal.
Outro ponto discutido foi a licença de natal. Pelas novas determinações do Conselho de Administração (CA) da UEL, seguindo orientação do TC e da Casa Civil do Estado, os servidores deverão repor quatro dos 15 dias de abono. Como não aceitam a determinação, decidiu-se que a discussão retornará ao CA. As informações são da assessoria de comunicação da UEL. A Folha tentou ouvir o sindicato dos servidores depois da reunião, mas ninguém atendeu os telefones disponíveis. (Colaborou Guilherme Borges)


