Marcos NegriniOs funcionários da Justiça do Trabalho de Maringá pararam ontem, em protesto, por 1 horaOs 55 servidores da Justiça do Trabalho de Maringá fizeram uma paralisação de uma hora ontem em protesto contra a falta de condições de trabalho e de atendimento ao público, e pelo repasse dos 11,98% de perdas da conversão salarial da categoria na mudança da moeda para o real. ‘‘Não estamos reivindicando aumento salarial, e sim um direito assegurado pela Justiça que só não foi cumprido para os servidores do Paranᒒ, afirma o representante do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho do Paraná, Jeferson Nunes.
Ele explica que em todos os outros estados, juízes e servidores já tiveram o repasse da defasagem. ‘‘No Paraná, apenas os juízes classistas e togados ganharam os 11,98%, enquanto os servidores também têm o mesmo direito’’, diz Nunes. Mas a principal luta da categoria, segundo ele, é a falta de condições para o trabalho e de estrutura para atendimento ao público.
Nas quatro Juntas de Conciliação e Julgamento de Maringá, onde tramitam 16 mil processos, não existe estrutura para atender de forma adequada o público. Segundo Nunes, falta espaço até para advogados e as partes aguardarem a audiência.
‘‘Apesar disso, a Justiça do Trabalho do Paraná é a mais ágil do País se levado em conta o número de funcionários e processos’’, lembra. Ele diz que esta agilidade está custando a saúde do servidor, que sofre com as condições de trabalho. ‘‘Apesar de atuarmos na defesa dos direitos dos trabalhadores, temos nossos direitos feridos diariamente’’, lamenta Nunes.

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