Pelo menos 150 servidores estaduais lotados no Hospital Universitário da UEL protestaram ontem à tarde contra a decisão judicial. Os servidores prometem nova manifestação para a manhã de hoje, em frente ao hospital, quando o oficial de Justiça for entregar a intimação. Eles afirmam que não há funcionários nem médicos suficientes para atender a demanda normal. Formandos de Psicologia também irão em carreata até o HU, hoje de manhã, pedirem o fim da greve.
‘‘Vamos aguardar a intimação, mas isso não significa que iremos cumprir a decisão, retornando ao trabalho e suspendendo a greve’’, antecipou a presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde, Ana Maria da Cruz. Eles devem decidir o que fazer na próxima assembléia da categoria, na sexta-feira. Mas o sindicato avisou que tentará cassar a liminar.
Para Ana Maria, a decisão do juiz praticamente põe fim à greve, uma vez que determina atendimento normal e não parcial, como já acontece. Ela avaliou que a greve não é abusiva porque os servidores mantiveram o atendimento a todos os pacientes que chegaram ao HU com risco de vida e os levados pelo Siate.
Ontem, o sindicato também divulgou que a juíza da 3ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Josely Ditrich Ribas, indeferiu, em 14 de janeiro, o pedido de prisão dos presidentes das sete entidades sindicais e associativas que compõem o comando unificado de greve. A ação foi proposta pela advogada Eunice Fumagalli Martins e Scheer, da Procuradoria Geral do Estado, que pedia também o fim da greve e o pagamento de R$ 840 mil em multa acumuladas desde novembro, quando a ação foi protocolada.

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