Andirá A queda de braço entre o Município e a Sanepar pela exploração do serviço de água e esgoto levou servidores municipais e partidários do prefeito de Andirá (36 km ao oeste de Jacarezinho), Carlos Kanegusuku (PT), para uma manifestação em frente ao escritório da empresa no final da tarde de ontem.
O ato foi uma tentativa de demonstração de força da administração municipal, que ainda busca a cassação da liminar da juíza Angela Maria Machado Costa, da 2 Vara da Fazenda Pública em Curitiba, decisão que tornou sem efeito o decreto suprimindo o termo aditivo incluído no contrato de concessão em 1996 (o aditivo renova o direito de exploração do serviço sete anos antes do anterior vencer).
Ontem, Kanegusuku aceitou assinar a notificação de cumprimento da liminar diante da presença de um oficial de justiça. Ele acusou a Sanepar de ser ''radical'' por ''tomar'' a chave do gerente nomeado por ele e fechar o prédio ao meio-dia. A Sanepar diz que o prédio foi fechado às 16 horas por medida de segurança porque a manifestação já estava prevista.
O prefeito sofreu outro revés na Justiça quando a juíza Vanessa de Biassio Mazzutti, da Comarca de Andirá, se declarou impedida para julgar o pedido de ação possessória pleiteada pelo Município.
Uma equipe técnica contratada pela prefeitura já está preparada para assumir a operação do sistema tão logo a liminar seja cassada, de acordo com o prefeito. ''Não é possível que a Justiça dê ganho de causa a uma situação tão irregular'', desabafou Kanegusuku, que contesta o fato da renovação ter sido feita sem licitação, o que feriria a legislação federal.
Kanegusuku conseguiu convencer a bancada de oposição da Câmara de Vereadores uma moção de apoio foi aprovada por unanimidade e disse estar satisfeito pela repercussão positiva que o seu enfrentamento está tendo em nível estadual.

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