Os servidores municipais realizam assembléia hoje, às 12 horas, em frente ao prédio da Prefeitura (zona sul), para discutir a questão da cesta básica. O projeto do Executivo que previa aumento e extensão do benefício a todo o funcionalismo público foi retirado de pauta definitivamente na semana passada, na Câmara de Vereadores. O aumento no valor da cesta faz parte do acordo coletivo entre a categoria e a Prefeitura. A expectativa é que a administração municipal acene hoje com alguma proposta.
Atualmente, têm direito à cesta básica os funcionários que recebem até R$ 1.500,00. De acordo com o projeto, seriam beneficiados com um tíquete de R$ 100,00 servidores cujos salários não ultrapassam R$ 1.500,00. Acima deste valor, os funcionários receberiam R$ 80,00. O projeto levantou polêmica entre os vereadores justamente pelo benefício contemplar todo o funcionalismo. Alguns deles entendem que quem recebe altos salários não necessita da cesta básica.
O secretário municipal da Fazenda, Luis César Guedes, chegou a ir até a Câmara de Vereadores defender o benefício, alegando que, mesmo com as dificuldades financeiras, a prefeitura iria honrar este compromisso. Os vereadores, no entanto, optaram por retirar o projeto de pauta. Renato Araújo, um dos cinco vereadores que assinaram o requerimento de retirada, justificou afirmando que havia se reunido com o prefeito Antonio Belinati e foi constantado que a prefeitura não teria recursos suficientes.
Os servidores assistiram à sessão e, logo em seguida, se reuniram e decidiram marcar a assembléia. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina (Sindserv), Gláudio Renato de Lima, observa que, oficialmente, a Prefeitura não encaminhou nenhuma proposta sobre como resolver o problema.
Gláudio Lima afirma que se até a realização da assembléia o prefeito encaminhar alguma proposta, ela será apresentada aos servidores. Caso contrário, o sindicato irá montar um calendário para entrar com ações judiciais contra a prefeitura, principalmente pelo não pagamento de 7% de reajuste (conforme projeto do Executivo aprovado no final do ano passado). ‘‘Esperamos não precisar entrar com estas ações’’, observa o presidente do Sindicato dos Servidores.

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