Servidores fazem arrastão na UEL
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2002
Silvana Leão Reportagem Local 
Os servidores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) fizeram um arrastão ontem de manhã no campus para esclarecer os funcionários que todos estão amparados por resolução do Conselho Universitário. Pela resolução, nenhum professor ou funcionário poderá sofrer penalidade por assinar ou não a folha ponto. A resolução também rejeita qualquer ingerência na autonomia universitária, não aceitando nenhuma atitude repressiva ou punitiva aos grevistas.
De segunda-feira para cá alguns funcionários voltaram ao trabalho, acatando determinação do reitor Pedro Gordan, que na semana passada baixou dois atos executivos. Os atos são resultado de duas liminares. Uma delas, concedida pela Justiça Federal, determinou a volta de 75% dos servidores dentro de cinco dias.
A outra liminar, da Justiça Estadual, determinou a liberação dos portões do Hospital Universitário (HU) e do Hospital de Clínicas (HC) para atendimento aos pacientes e o restabelecimento dos serviços em 24 horas. Hoje, a assessoria jurídica do comando de greve deve interpor um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça em Curitiba, para tentar derrubar a liminar concedida pela 10ª Vara Cível de Londrina.
No arrastão realizado ontem, os servidores visitaram a Coordenadoria de Recursos Humanos, a Coordenadoria de Assuntos de Ensino e Graduação e o HC, onde conversaram com os funcionários em serviço. Sabemos que a Justiça é soberana, mas quem deve decidir se será cumprida ou não a decisão da Justiça é o conselho e não o reitor, criticou o presidente da Associação dos Servidores da UEL (Assuel), Itamar Nascimento.
Hoje a Assuel deverá protocolar pedido na UEL para que seja formada uma comissão disciplinar para analisar se houve desobediência por parte da reitoria da decisão do Conselho Universitário. O comando de greve também já requereu a convocação de uma reunião do conselho para revogar as últimas decisões do reitor.
Segundo Nascimento, a maioria dos funcionários que voltaram ao trabalho está em estágio probatório (fase de teste que tem a duração de três anos, antes de conseguir a estabilidade). Os que exercem funções gratificadas aproximadamente 600, em toda a instituição, de acordo com a CRH também já haviam retornado, por determinação da reitoria. A Bibliotece Central abriu suas portas, ontem, com apenas 15 dos seus 76 funcionários, segundo a diretora Vilma Gimenes da Cruz.
Além da UEL, estão em greve servidores das universidades de Maringá (UEM) e Cascavel (Unioeste). A greve já dura 137 dias.


